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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Abismo da cor de mel

Faz um tempo que não escrevo aqui. Talvez porque esperasse por algo inspirador, talvez porque nada havia de tão interessante pra escrever, sentir ou amar. Enfim, chegou. A inspiração, a palavra e toda confusão. Ando tão estranha e tão perdida. Não sei explicar. Culpa minha, culpa do tempo, culpa da vida, culpa dos sonhos. Sei lá. Medo. Muito medo do abismo cor de mel. Sinto como se a aquarela estivesse em minhas mãos e eu colorisse o arco-íris de acordo com as lembranças que criei. Linhas negras contornam onda brancas esperando que meu toque. Tenho medo de borrar. Tenho medo de fazer o contorno errado. Tenho medo que o abismo cor de mel desista de me seduzir, que na realidade não exista no formato que eu vejo. Por que sempre tenho que começar? Tenho a sensação de já ter pintado essas mesmas linhas, de ter me jogado no mesmo abismo e de ter me percebido no ponto inicial, mais marcada, mais sofrida, mais decepcionada.
E se eu não fizer nada? E se apenas olhar? E se o abismo cor de mel tiver um sabor? Qual será seu desejo? O que pensa? O que quer? Será que o abismo cor de mel espera que eu o experimente? Nada parece mais sedutor do que seu mistério.
 



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Só posso mudar uma pessoa!

Sou uma pessoa que ao longo da vida foi muito resistente a mudanças. Não que atualmente seja uma pessoa capaz de me adaptar de forma tão fácil. Nada disso, tal como muitos, sou uma pessoa que estou em processo. Na realidade, como muitos, estou aprendendo a cultivar pequenas mudanças. Segundo Gandhi "Temos que nos tornar na mudança que queremos ver". Já vi assim também "Seja a mudança que você quer ver no mundo". Bem, seja qual for a forma certa, a essência é exatamente o quero dizer, tudo começa por minhas escolhas. A única pessoa que eu posso mudar, sou eu

imagem: http://www.revide.com.br/blog/renata-correa-montanola/o-agente-de-mudanca/

Quantas vezes já desejamos que alguém mudasse? Que nos enxergasse de outra forma, que nos tratasse como merecíamos ser tratadas? Quantas vezes mudamos para agradar alguém? Quantas vezes nos transformamos em desconhecidos num relacionamento fadado ao fracasso? Quanto tempo desperdiçado! Quantos sonhos perdidos na tentativa de mudar um outro que não quer. Quanta vida desperdiçada em ser alguém que não se deseja ser, por alguém que não se importa com você. 
Mudar é um processo de escolha. Mudar é deixar velhos hábitos. Mudar é encontrar motivação no novo. Mudar é se adaptar. Eu não posso mudar você. Eu não posso mudar ninguém. Mudar é uma decisão pessoal. É querer começar algo novo, enxergar de outra forma, apostar em uma vida diferente. Eu não vou mudar novamente por alguém e muito menos quero que alguém mude por mim se não existir um desejo de mudança pessoal independente de agradar o outro.
Mudar significa arriscar-se e nem sempre isso é fácil. Mudar pelo outro é se configurar em alguém que não tem rosto, amor ou maturidade. Mudar por si mesmo é crescimento. É uma maneira de enxergar a vida e se enxergar nela. Mudar pelos outros é se perder. Tentar mudar o outro para se adequar aos nossos ideais é violentar, roubar e matar o melhor que existe nele, sua alteridade.  Eu quero mesmo é ser ousada de nadar contra a maré, de encontrar o caminho que me realize, que me torne feliz. Que as mudanças me levem de volta ao ponto em que eu deixei de ser para "aparecer". 

Márcia de Albuquerque Alves
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